A Fortaleza de São José da Ponta Grossa localiza-se entre as praias do Forte e do Jurerê, no litoral do estado de Santa Catarina, no Brasil.
Ergue-se em posição dominante na encosta do morro da Ponta Grossa, a noroeste da ilha de Santa Catarina, dominando a baía Norte.
Projetada e construída pelo brigadeiro José da Silva Pais, primeiro governador da Capitania de Santa Catarina (1739-1745), é um dos vértices do triângulo defensivo da barra da baía Norte da ilha na primeira metade do século XVIII, integrado pela Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim e pela Fortaleza de Santo Antônio de Ratones.

História
Sob a invocação de São José, a construção desta fortaleza teve início em agosto de 1740, tendo sido concluída cerca de quatro anos após.
Outras fortalezas foram construídas para ajudar na defesa da cidade e foi levantada, a partir de 1765, a Bateria de São Caetano da Ponta Grossa. Quando da invasão espanhola de 1777, ante o desembarque dos atacantes na praia de Canasvieiras, esta bateria foi abandonada por seus defensores, que se recolheram à Fortaleza de São José, por sua vez também abandonada após ter disparado dois tiros.

Tanto esta fortaleza, quanto a Bateria que se lhe subordinava, se encontravam sob o comando do Capitão Simão Rodrigues de Proença, do Regimento de Linha de Infantaria da Ilha de Santa Catarina, oficial experimentado nas Campanhas do Sul, com impecável fé de ofício. Seguindo ordens do Governador da Capitania,Pedro Antônio da Gama Freitas (1776-1777), retirou-se da Praça-forte ao terceiro dia de cerco, sem combate. Julgado e condenado por esse ato pela Coroa portuguesa, durante o processo da Devassa aberta para esse fim, morreu na prisão. A ilha de Santa Catarina permaneceu sob o domínio espanhol até ao ano seguinte (1778), quando foi devolvida aos portugueses pelo Tratado de Santo Ildefonso (1777).

Tombada pelo antigo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (1938), a fortaleza encontrava-se em ruínas. A partir de 1976, por iniciativa do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), a Fortaleza de São José da Ponta Grossa começou a sofrer intervenções de limpeza da vegetação e consolidação das ruínas com vistas a trabalhos de restauro. Em 1977, foram realizadas obras de consolidação de emergência em alguns trechos de muralhas, naCasa do Comandante, na Portada, bem como a restauração parcial da Capela.

Tanto esta fortaleza, quanto a Bateria que se lhe subordinava, se encontravam sob o comando do Capitão Simão Rodrigues de Proença, do Regimento de Linha de Infantaria da Ilha de Santa Catarina, oficial experimentado nas Campanhas do Sul, com impecável fé de ofício. Seguindo ordens do Governador da Capitania,Pedro Antônio da Gama Freitas (1776-1777), retirou-se da Praça-forte ao terceiro dia de cerco, sem combate. Julgado e condenado por esse ato pela Coroa portuguesa, durante o processo da Devassa aberta para esse fim, morreu na prisão. A ilha de Santa Catarina permaneceu sob o domínio espanhol até ao ano seguinte (1778), quando foi devolvida aos portugueses pelo Tratado de Santo Ildefonso (1777).
Tombada pelo antigo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (1938), a fortaleza encontrava-se em ruínas. A partir de 1976, por iniciativa do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), a Fortaleza de São José da Ponta Grossa começou a sofrer intervenções de limpeza da vegetação e consolidação das ruínas com vistas a trabalhos de restauro. Em 1977, foram realizadas obras de consolidação de emergência em alguns trechos de muralhas, naCasa do Comandante, na Portada, bem como a restauração parcial da Capela.
Em 1987, ao ser cadastrada como sítio arqueológico protegido por lei federal, foram realizados os primeiros trabalhos de prospecção arqueológica por técnicos do IPHAN/Fundação Pró-Memória, e que tiveram sequência em 1989-1990 dentro do "Projeto Fortalezas da Ilha de Santa Catarina, 250 anos na História Brasileira" com a equipe do Museu Universitário da Universidade Federal de Santa Catarina. Finalmente em 1991-1992 graças a um convênio da UFSC com o Ministério do Exército, no âmbito do "Projeto Fortalezas da Ilha de Santa Catarina - 250 anos na História Brasileira", a primeira assumiu as tarefas de administração e conservação, e com recursos da Fundação Banco do Brasil, a Fortaleza de São José teve o restante de seus edifícios restaurados, podendo ser apreciados as muralhas, o Pórtico, a Capela, e o Quartel da Tropa. A iniciativa foi promovida pelo IPHAN e pela UFSC, que desde 1992 gerencia a fortificação.
A fortaleza encontra-se aberta diariamente à visitação pública. Chega-se ao local, por terra, através da Rodovia SC-401, ou por mar, desembarcando-se no trapiche da praia de Jurerê.
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